O PSOL tem programa próprio e deve apresentá-lo nas lutas e nas eleições. A federação é uma aliança de quatro anos, que compromete a identidade do partido e sua capacidade de formulação programática e mobilização militante, ao atrelá-lo a outro partido
A federação com o PT nos compromete a apoiar todas as candidaturas, inclusive aquelas que, nas capitais e no interior, são baseadas em alianças amplas e colaboração de classes, inclusive com o centrão e a direita. Em 2024, o PSOL teria sido obrigado a apoiar Eduardo Paes no RJ, por exemplo.
Candidaturas de parlamentares do PSOL ficarão limitadas a um número acordado. O PSOL tem atingido a cláusula de barreira. A situação é melhor do que partidos que hoje compõem a federação com o PT, o que aponta que a ausência de identidade pode dificultar nossos resultados eleitorais.
Participamos de ações unitárias com o PT e defendemos as medidas progressistas do governo, mas também acumulamos diferenças que deixam nítida a necessidade de autonomia do nosso partido e da nossa bancada. Teto de gastos, petróleo na foz do Amazonas, privatização de rios e postura frente às greves são exemplos de temas que exigem atuação crítica independente.
O PSOL entende a necessidade de ruptura com o capitalismo, a partir da auto-organização da classe trabalhadora e dos oprimidos, bem como de uma nova relação com a natureza, baseada no ecossocialismo. O PT segue o modelo de desenvolvimento predatório que tem aliança firmada com o agronegócio e setores extrativistas.